É
manhã de segunda-feira e o sol bate na janela do seu quarto, mas as
persianas cerradas impedem a luz de entrar. Ainda bem que você
programou o despertador no celular. Uma pena que você não escute
direito. Como você faria para acordar?
Não
sei como você fez, mas acordou. Agora é só se arrumar e ir
trabalhar. Vai tirar o carro da garagem? Mas é bom você olhar bem
nos espelhos retrovisores, pois o sensor sonoro da marcha ré não
vai te ajudar.
No
trânsito, atenção redobrada. Afinal, se alguém buzinar, cantar
pneu ou acelerar intensamente, é possível que você não ouça.
No
trabalho, é bom que as pessoas saibam lhe mandar e-mails, porque, se
o telefone tocar, você não vai atender. Quanto ao seu celular, é
bom que ele esteja na função “vibrar” e bem perto de alguma
parte do seu corpo, para que você possa sentir quando alguém ligar.
Não adianta colocar sua música preferida de toque, porque você não
vai ouvir quando ela tocar.
Se
estiverem cochichando, baixinho, falando bem ou mal de alguém, você
também não vai ouvir, mesmo que seja sobre você. Se, por acaso,
soar algum alarme, é bom você prestar atenção na correria. Ao
chegar em casa, depois de um dia cansativo, você pode ler um livro.
Se optar por assistir televisão, se prepare para ativar a legenda.
Estes
são exemplos do cotidiano de algumas pessoas com deficiência
auditiva. Já existem tecnologias que ajudam - e muito - na rotina
dessas pessoas. Entretanto, não existe nenhum tipo de aparelho que
acabe com o preconceito. Antes de julgar, coloque-se no lugar do
outro.
